quinta-feira, 1 de abril de 2010

Um Conto Real



Tudo que parece certo, de repente se torna incerto.
Tudo que você vê, muitos não enxergam. Tudo que você diz, muitos não podem ouvir.
O que você sente, muitos não podem sentir. Já basta tentar não confundir.

Será como um livro?
A cada capítulo, uma nova versão. A cada parágrafo, uma nova emoção.
Nada se repete, simplesmente acontece.
A cada linha uma nova incerteza, buscando evidências que se escondem atrás de falsas aparências.
Eu viro a página e deixo fluir. Tantas perspectivas, tento novamente não cair e me redimir.
Personagens, basta eu, pra fazer conter na minha história Julieta e Romeu.
São tantos passos, incontáveis. Momentos, os mais simples, indescritíveis.
Obstáculos, muitas vezes recuados. O silêncio, sempre tentando nos trazer algo.
Um caminho trilhado, nem sempre percorrido. Um caminho criado, certamente o paraíso.
A distância imobiliza aquela dor, a cobrança sensibiliza qualquer amor.
Continuo em movimento, seguindo a força e o ruído do vento. Torcendo para que junto, e embora, vá meus sentimentos.
Lembranças eu guardarei, tais desejos controlarei, e novos sonhos, inesperadamente eu criarei.

Se soubéssemos ou simplesmente controlássemos cada passo, não sentiríamos a adrenalina da incerteza que nos faz ir adiante.