segunda-feira, 5 de julho de 2010

Como uma sensação..


Preciso voar e descobrir quem eu sou. Procurar o infinito que o destino me reservou. Sair das profundezas e amarguices desse mundo plano. Me libertar. Não sei pra onde vou.
Quero ser livre, paciente, e despreocupada. Poder ter a certeza de que nada mais me abala. Ser desperta para um novo encanto, um novo sonho, um começo. Ser o fim de mágoas passadas.
Quero fazer jus à promessas já abandonadas, recitar um verso, uma estrofe, uma poesia. Ser quem eu sou, coberta às avessas. Ser o labirinto de eternas fantasias. Quero ver o céu, quero poder sentir o mar. Fugir desse horizonte apontando para lá. Quero me desfazer, fazer, revirar.
Quero simplesmente sonhar.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Já não sei mais quem sou.


Pior do que se sentir perdida é perder-se em si mesmo. Onde tudo se mistura, e passa a ser o indefinido do que você era e o imprevisível do que você é. Além do que você acredita, o drible com a realidade, na medida em que se perde as esperanças. Você se torna um outro alguém, parte do desconhecido.
Suas certezas mudam, suas prioridades passam a ser apenas o alcançado. E seus desejos, já não os desejais mais. Seus princípios enfraquecidos te cobram uma atitude e você cobra a coragem. Não consegue encontrá-la.
Desiste dos extremos e segue um meio termo, já que você não tem sequer condições de sentir algo. Seus olhos pesam e seu coração já bate fraco. Já não enxergam mais nada.
Você enfim, opta por decidir somente pelo necessário. Pelo que realmente vai fazer alguma diferença em sua vida e desiste de tentar equilibrar-se. Desiste do melhor, desiste do pior. Sempre um drible a realidade. Cheio de indagações e de táticas que não fazem o menor sentido.
Me diga ao menos que você entende o raciocínio de quem tão pouco tem raciocinado ultimamente, ou o porquê de certas coisas, que pra mim, não se explicam.