quinta-feira, 10 de março de 2011
O que eu chamo de amor
Faltam-me palavras para descrever algo tão complexo.
Algo que generalizo, mas que só cabe à experiência dizer o quão complexo pode chegar.
Pois amar não exige apenas corresponder aos sentimentos de alguém,
É o que lhe faz acreditar que pode ser correspondido.
Amar é o mais sereno sofrimento,
Que lhe deixa intacto e com um sorriso despercebido.
É uma ilusão que lhe deixa às cegas.
É o destino que buscamos sem ao menos ter partido.
Agora me pergunto e os intrigo,
Quem somos e até que ponto chegamos?
Creio que a essa altura estaremos fartos de respostas,
Mas a realidade é só mais um enigma controverso,
Que nos agride e restringe a algo ou a alguém.
E às cegas de um sentimento tão complexo,
Lembro a você, caro leitor,
Que o amor não é um ato de amar e ser amado,
Mas se entregar a fatos raros por prazer,
Por atos livres e deliberados,
Sem jamais entender o mais indecifrável sentimento,
Que é aquele de se sentir amado.
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